Conhecer não significa agir.

Uma pesquisa exploratória realizada com 20 jovens brasileiros, como parte do programa Re:act, investigou como eles percebem os riscos de dirigir sem um capacete homologado e quais fatores influenciam suas decisões de segurança.

Sobre a Pesquisa:

20 PARTICIPANTES · 17–25 ANOS · BRASIL · PESQUISA EXPLORATÓRIA

A pesquisa investigou a percepção de risco, a frequência de uso do capacete homologado, experiências pessoais e os fatores que influenciam as decisões dos jovens no trânsito.

O que os participantes disseram:

10 em 20

- Testemunharam acidentes envolvendo motociclistas sem proteção adequada.

Termos mais citados

-Traumatismo craniano;

-Morte;

-Lesões irreversíveis.

O que influencia o uso

-Certificação;

-Conforto;

-Família;

-Fiscalização.

Os números por trás

Quão arriscado é andar sem capacete homologado?

Escala 1 : Seguro - 7 : Arriscado - N:20

A maioria das respostas se concentra nos níveis 6 e 7, demonstrando que os participantes reconhecem o risco.

Com que frequência usam capacete homologado?

Escala 1 : Nunca - 7 : Sempre - N:20

As respostas se concentram entre os níveis 1 e 4. Nenhum participante marcou a opção 7, correspondente a “Sempre”.

Principais Insights

1

3

Saber o risco não muda o comportamento.

Os participantes reconhecem o perigo, mas esse conhecimento não garante o uso frequente de um capacete homologado.

Usar qualquer capacete cria uma falsa sensação de proteção.

O problema central não é apenas falta de informação.

Existe uma diferença entre saber o que é seguro e transformar esse conhecimento em comportamento.

2

A presença de um capacete não significa necessariamente que ele seja seguro, adequado ou certificado.

4

Família e amigos influenciam mais do que multa ou fiscalização.

A conexão emocional mostrou ter um papel importante nas decisões de segurança dos participantes.

Da pesquisa à campanha

A pesquisa mostrou que os jovens já conhecem os riscos de dirigir sem proteção adequada. Por isso, apresentar apenas mais informações ou alertas sobre acidentes não seria suficiente para provocar uma mudança de comportamento.

Entre os fatores mencionados pelos participantes, a família apareceu como uma influência importante na decisão de utilizar um capacete homologado. Em vez de tentar assustar, punir ou dar uma nova lição sobre segurança, a campanha passou a lembrar os motociclistas de quem está esperando por eles em casa.

Passamos a lembrar quem está esperando.

Dessa descoberta nasceu o conceito: “Sua família está esperando por você, use um capacete seguro.”

Segurança começa pelo capacete certo

No trânsito, não basta usar qualquer capacete. Para proteger de verdade, o equipamento precisa estar em boas condições, ter o tamanho adequado e possuir certificação reconhecida pelo Inmetro. Além disso, deve estar corretamente preso à cabeça pela cinta jugular, com o engate posicionado abaixo do maxilar.

A legislação brasileira determina o uso do capacete de segurança tanto para quem conduz quanto para quem viaja como passageiro em motocicletas, motonetas e ciclomotores. Durante a fiscalização, também são observados o selo de identificação do Inmetro, os elementos retrorrefletivos nas partes laterais e traseira, o estado geral do equipamento e a presença de viseira ou óculos de proteção adequados. Quando a motocicleta estiver em movimento, a proteção deve estar posicionada de maneira a cobrir completamente os olhos.

Capacetes danificados, inadequados ou utilizados incorretamente podem comprometer a proteção do motociclista e resultar nas penalidades previstas pelo Código de Trânsito Brasileiro. Mais do que cumprir uma regra, escolher um capacete certificado e utilizá-lo corretamente é uma decisão que ajuda a reduzir riscos e aumenta as chances de voltar para casa em segurança.

Como reconhecer um capacete homologado?

Um capacete seguro deve possuir a identificação de conformidade do Inmetro e atender às regras aplicáveis à fabricação e à comercialização no Brasil. O selo indica que o produto passou pelo processo de avaliação de conformidade e atende aos critérios estabelecidos para sua categoria.

Antes de utilizar ou comprar um capacete, observe:

- Etiqueta interna de certificação;

- Faixas retrorrefletivas;

- Viseira e sistema de retenção em boas condições;

- Tamanho adequado à cabeça;

- Ausência de rachaduras, deformações ou reformas.

A Resolução CONTRAN nº 940/2022 disciplina o uso do capacete por condutores e passageiros e inclui requisitos observados durante a fiscalização, como certificação, sistema de retenção, viseira e elementos retrorefletivos.